Variações sobre um mesmo tema (ou no Eu profundo)

Tenho cada vez mais a impressão de que quanto mais eu conto uma mesma historia, mais eu mergulho nas profundezas de mim mesma. Acho que a maternidade deve ser isso também. Acho curioso como nos habituamos a camuflar nossas angustias de forma que tudo pareça mais simples e bem resolvido. Acho interessante também sermos capazes de perceber como apenas uma palavra alheia desencadeia nossas mais profundas e reais impressões sobre o tema.

Desde quando fomos ensinados (ou adestrados) a “eufemizar” nossos sentimentos ? Quem permitiu que isso fosse possível ? Isso é um desrespeito, um despropósito e um desserviço contra nós mesmos! Onde foi parar a franqueza amorosa e libertadora, de mim pra mim mesma ?

Eh preciso olhar carinhosamente para dentro… com o mesmo amor e cuidado que olhamos para um bebê ou uma criança. O que de fato queremos esconder de nós mesmos ? Quais as artimanhas conhecemos e usamos indiscriminadamente para “abafar” aquilo que de fato é (ou que de fato nos incomoda, nos desestabiliza, nos enfraquece, nos angustia – e posso passar o dia aqui “nomeando” palavras “reais”) ?

Quero poder entrar nessa profundeza sem fim nem começo e ser honesta comigo mesma e com as pessoas (de preferência começar o exercício com as pessoas que amo e admiro).

Que esse exercício comece aqui e agora. Sem procrastinações que soh geram mais eufemismos e angústias.

_/\_

 

 

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