100 dias e o maior amor do mundo

Você já não usa mais as fraldas tamanho RN. Mesmo que em algumas delas estivesse escrito que elas seriam para os seus primeiros 100 dias. Você não usa mais RN XP, e nem mesmo a P. Essa semana começamos com a tamanho M, e não foram só as fraldas, foram as roupas também.

Te vejo crescer cotidianamente. Bem mais rápido do que eu certamente gostaria, mas estou aqui, acompanhando tudo.

Hoje fazem exatos 100 dias que você respira o ar, sente a brisa, o calor, o frio, a fome, a sede… E eu, bom, eu sinto o maior amor do mundo. E com ele sinto dor, medo, insegurança, dúvidas e mais um turbilhão de emoções que, só quem tem ou teve um pacotinho de amor nos braços pode entender.

A maternidade e a maternagem são desafiadoras. Belas, plenas, intensas, mas desafiadoras. Bom, pelo menos para mim tem sido assim. E não se engane, ao contrário do que muitos e muitas pensam, mãe não é tudo igual. Cada uma de nós, sente de um jeito, faz escolhas do seu jeito, ama do seu jeito, e se transforma de um jeito diferente da outra. Semelhanças existem, mas não me venha nos colocar no mesmo barco porque cada uma rema de um jeito.

Tenho me surpreendido constantemente com as minhas mudanças. Desde que você chegou, meu filho, meu mundo girou 360° graus. E por mais estranho que possa parecer, tenho a sensação de que muitas coisas se encaixaram, muitas coisas fazem mais sentido e tantas outras não mais. Posso afirmar com toda a certeza que não sou mais a mesma de antes de você chegar, e isso não me incomoda. Parafraseando a Isadora Canto, “É como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar”. E me lembro, de quando ainda tinha você dentro de mim e ouvi de uma pessoa querida, que despretensiosamente lia traços do meu mapa astral à meu pedido, me disse que a maternidade mudaria intensamente minha vida, e eu respondi, já está mudando.

Hoje sou, antes de mais nada, Iara mãe, e depois esposa, artista, curiosa pelas artes do corpo e da alma. Meus paradigmas mudaram e minha perspectiva também. Ciclos se encerraram para dar lugar a outros novos e desconhecidos. Não tenho medo de querer estar com e para você por um ano ou mais, mas tenho sim, muito medo de não poder estar, de “ter que” isso ou aquilo e não poder desfrutar de cada descoberta do mundo que você já faz e irá fazer. Meu coração aperta só de pensar. Pode chamar de apego e o escambau, não me importo, é como disse uma querida que conheci (virtualmente) à pouco tempo “seria a razão, se não fosse a emoção da minha vida”. E é bem isso!  E o que há de errado nisso? É como eu disse, mãe não é tudo igual. E cada uma vai se (re)descobrindo mãe. As regras, quando o assunto é maternidade, caem em desuso, ficam ultrapassadas e não necessariamente se encaixam para todas as famílias.

Prova é que aqui estamos, eu e você e seu pai e a Praline, há 100 dias aprendendo e criando as nossas próprias regras, ou melhor dizendo, a melhor maneira de sermos essa família. Estamos há 100 dias em constante mudança e num amor crescente. Estamos há 100 dias acompanhando seu desenvolvimento e vibrando com cada pequenina e grandiosa conquista. Há 100 dias te amamentando olho no olho em livre demanda. Há 100 dias sentindo você em meus braços e transbordar de amor no meu coração.

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